MORALES

                 Eram conhecidos os irmãos Morales, eram os heróis da garotada do bairro, quando entravam numa quadra de basquete, ninguém podia com eles. O mais interessante se olhassem seus pais, que eram de estatura mediana, ninguém ia imaginar esses dois homens de dois metros de altura.  Eram fantásticos. Tinha nascido com uma diferença de poucos minutos um do outro.

Na altura Jeronimo ou Gero, nem Maria, tinham ido ao médico pois não tinham dinheiro para isso, ela só foi a uma clínica aonde lhe fizeram os exames periódicos.  A parteira se assustou, pois no momento do parto, como era prematuro, chamou uma ambulância a levou para o Hospital.    Lá nasceram os dois.   Ninguém daria os vendo agora, que tinham sido dois meninos pequenos, mas o fato que chamou a atenção, era que vinham de mãos dadas.  A posição do segundo quase mata Maria, mas conseguiram inverter sua posição, soltar as mãos, assim Marco nasceu berrando como um louco, só ficou quieto na hora que o puseram ao lado de Ricardo. Os nomes dos dois, eram os de seus avôs.  Maria não dava abasto para dar de mamar, logo tiveram que passar para a mamadeira.  Tinham uma fome de fazer gosto.  As pessoas vinha olhar os dois no berçário, pois se fossem separados, berravam, choravam, o jeito era os ter juntos.  Um adivinhava o que o outro fazia.  Eram tão iguais que era difícil identifica-los, mas Maria o sabia, um tinha uma pequena marca no braço era uma coisa ínfima, mas por ali, ela os identificava.

O pai, que babava pelos dois, seu maior prazer era chegar em casa da oficina mecânica que trabalhava, se lavar, sentar-se no sofá, ficar com um em cada braço, conversando, foi assim a infância deles inteira, juventude, sempre que o pai chegava, estavam em casa o esperando para ver um telejornal, ou um jogo de futebol.   Nenhum dos dois gostava de futebol, gostava de nadar, algo de beisebol, mas amavam jogar basquete.  Quando a primeira vez que viram um partido, ficaram alucinados, no dia seguinte com uma bola pequena, começaram a treinar passar bola um para o outro.    

Por mais que um tentasse enganar o outro, era impossível.  Era como se o outro lesse no movimento do corpo do irmão, o que este ia fazer.

Quando queriam uma coisa, eram capazes de levar os pais a loucura.  Antes de tudo, sabiam todos os truques, para convencer o pai, tinham que saber a utilidade do que queriam, nada que fosse uma besteira.   Tinha que servir para alguma coisa.

Com dez anos, de uma hora para outra, começaram a esticar, a mãe não dava abasto de aumentar o comprimento das calças, as camisetas ficavam pequenas em seguida.  Por sorte Maria tinha uma família imensa, todos seus parentes tinham filhos homens, então as roupas usadas eram sempre benvindas.               Eles só pediam no natal, um tênis próprio para jogar basquete.  Nunca pediam brinquedos, nada eletrônico.          Mas esse tênis era sagrado, só o colocavam na hora de jogar, depois voltava para a mochila, tinham um pé imenso.  Com 17 anos já tinham 1,90 de altura, o jogo era tudo para eles, mas eram além disso uns estudantes impressionantes.   Os professores os amavam, pois eram fascinados por aprender, nada de obriga-los a estudar.  Chegavam em casa, sabiam que antes de sair para jogar uma partida nos fundos da casa, teriam que ter a tarefa pronta.   Um ensinava o que o outro não sabia, a única diferença estava nisso, um era apaixonado por matemática, outro por geografia, botânica.  Voltavam todos os dias com livros da biblioteca. 

O mais interessante como dizia a bibliotecária, eram os únicos alunos que procuravam livros de física, biologia, matemática, nada de besteira, romance coisas assim.                Isso eles levavam sempre um para sua mãe, esta adorava romances.

Os dois economizavam tudo que podia, seu preocupação era como os poderiam mandar a universidade?   Era um sonho que eles tiveram que abandonar no meio do caminho.

A partir dos 15 anos, quando chegava o verão os dois arrumavam um trabalho, mas tinha que ser juntos.  Trabalhavam em algum que pagasse bem, davam todo o dinheiro para a mãe, para o futuro diziam eles, sabia que ela tinha um conta no banco para isso.

Faziam parte da equipe de basquete do instituto, não arrumavam namoradas, como estavam todo momento juntos, os companheiros até gozavam os Morales, devem inclusive cagar juntos, o que no fundo era uma verdade.  A casa tinha dois banheiros, Gero teve que fazer outro fora, pois os dois queriam ir ao mesmo tempo.    Ele dizia agora, quem chegasse primeiro no banheiro de dentro ganhava.  Quase sempre empatavam.

Essa união dos dois, fazia felizes seus pais, ver os dois conversando, já com 17 anos, eram incrível, tinham metido na cabeça que teriam que conseguir uma bolsa de estudo para serem jogadores de basquetes para irem juntos a universidade, mas nenhum dos dois sabia ainda o que queria.   Eram as notas máximas em todas as matérias.  Nunca sofreram bullying porque quem ia buscar uma briga com os dois.  Ninguém era tonto.

Quando os olheiros das universidades, começaram a procurar em Santa Fé, possíveis jogadores, deram com eles.  O que era difícil, nas equipes tinham normalmente negros, principalmente pela costa oeste, mas por ali, procuravam alunos brancos, deram com os dois jogando.   Um inclusive, quando percebeu, estava torcendo pelos dois, como só existissem eles na quadra.

Foi quando brigaram pela primeira vez.  Tiveram uma discussão monumental, cada um queria ir para um lugar diferente.   Um queria estudar, matemática, física, o outro queria estudar o que lhe entusiasmava Botânica,  biomédicas.    Um queria ir para MIT Massachusetts Institute of Tecnology, o outro ali em Santa Fé mesmo, na cidade deles.   A bronca dos dois foi imensa, com direito a chantagens inclusive.  Depois de tanto tempo vais me deixar sozinho, era o que perguntava um ao outro.    Os pais não se intrometeram, estavam contentes, pois tinha bolsas de estudos, não só na área de esportes, como no educativo, visto os dois terem excelentes notas, nada abaixo do notável.

Inclusive tinham ganho sempre juntos os concursos da escola, eram sempre juntos que ganhavam.   Nas provas os professores os colocava cada um num extremo da sala de aula, depois comparavam as provas, era basicamente idênticas, inclusive no uso das palavras.

Afinal chegaram um acordo, que sim iriam, mas se falariam todos os dias por celulares, as pessoas riam, pois podiam passar uma ou duas horas falando um com o outro, falando sobre o que tinham feito.

No MIT, Marc como o chamavam os da faculdade, dividia quarto com um ao extremo contrário dele, filhinho de papai, que estava ali para gozar da vida.  Basicamente não se viam, o outro chegavam, quando ele se levantava.  No fundo riam dizendo que isso era bom, pois não atrapalhava o Marc estudando.

Seu grande problema estava nas quadras, sentia falta do seu irmão, disse ao entrenador, prefiro ficar na retranca, do que jogar na frente, vai ser difícil encontrar em outro jogador o que eu tinha com meu irmão.  Passou a treinar, jogar a bola de muito longe, todo tempo livre, ele estava na quadra sozinho, lançando a bola do outro extremo da quadra.  O que era Capitão não gostava, pois dizia que não jogava em equipe, porque na posição que estava, capturava a bola, a atirava na cesta do outro lado da quadra, ganhando pontos duplos ou triplos.   Isso faziam com que os outros não brilhassem como ele.  Queriam ir jogar na NBA, mas claro os olheiros vinha olhar a ele.

Na verdade, o odiavam,  quando faziam festas ele nunca comparecia, pois era a hora da noite, que estaria falando com o irmão, entre uma festa, falar com o irmão ganhava sem dúvida, depois não bebia, não fumava, não tinha vícios.

Resolveram fazer uma maldade com ele, a festa estava rolando, o capitão mais dois, saíram de fininho da festa,  o encontraram dormindo em cima de um livro, o dominaram dando-lhe uma pancada na cabeça, abusaram dele, lhe encheram de porradas, o mesmo tinha cheirado cocaína, estava totalmente fora de controle, pegou uma cadeira, rompendo a perna dele.

Quando o companheiro de quarto chegou de manhã de uma festa, levou um susto, pois ele mal tinha pulso, chamou imediatamente a ambulância,  por pouco ele não morre, os pais vieram como loucos.   A universidade tentou abafar o caso, afinal o capitão da equipe era de uma família que doava dinheiro a universidade, o outro não passava de filho de mexicanos.

O pai ficou uma fera, a polícia da universidade, recebeu ordem de abafar o caso.  Depois de quase uma semana em coma, finalmente Marco abriu os olhos, a primeira coisa que viu foi o irmão com uns cabelos imensos, cheio de caracóis, de óculos, riu, estas diferente, mal te reconheci.  Recebeu abraços dos pais, mas queria mesmo era ficar de mãos dadas com o irmão.

Quando soube que a Universidade não faria nada, ficou uma fera, se descontrolou totalmente, voltou a estar em coma.    O irmão, se aproximou do seu ouvido, lhe dizendo, não se preocupe, eu me vingarei.

Maria tinha um irmão com quem quase não se falava.  Vivia no tráfico de drogas, com bandas de chicanos.   Os deixou tomando conta do irmão disse que precisava tomar ar.   Os dois sempre tinham sido os queridos do tio, nunca o marginaram, quando ele aparecia numa festa, corriam para ele, quando ficaram altos, o levantavam do chão, pois não era muito alto.

Falou com o tio o que tinha acontecido, que a Universidade, tentavam tapar o sol com a peneira, mas que ele queria vingança, já que a justiça não fazia nada.

Tinha ido a delegacia, mas diziam que se a polícia da Universidade tinha fechado o caso, era porque não era importante.  Um ainda soltou, um mexicano falando de justiça, aonde pensa que está.

O tio ficou uma fera, espera, vou falar com um amigo que tenho aí, sempre mando coisas para ele.  Coisas ele queria dizer drogas, mas não se preocupou.  Tinha um plano em mente, chamou um colega, com o qual desenvolvia um projeto, com relação, as plantas alucinógenas,  lhe pediu que lhe enviassem um extrato delas, que as queria mostra nos laboratórios dali.   Ao que tinham chegado, era que bastava uma quantidade mínima, para que a pessoa entrasse num estado paranoico, contando toda a verdade, bem como depois tinha espasmos, babando, entrando em estado paranoico.

O tio, perguntou aonde ele estava, espere aí, um furgão negro, ira até você, farão o que você queira.   Foi o que ele fez, pediu que sequestrassem os três, que conseguissem um lugar que não pudesse ser encontrados.  Pediu homens que se atrevessem a currar todos os três, deviam não ter tatuagem nenhuma, que fossem negros, pois ele ia filmar tudo.

Por sorte os três, saiam ao mesmo tempo da universidade, como se nada tivesse acontecido, sequestra-los foi fácil.  Todos estavam de negro, mascarados, sem tatuagem que o pudessem ligar com nenhuma banda.

Os levaram a um velho armazém, primeiro com uma agulha, molhou no líquido, lhes picou na base da coluna. Colocou o celular de tal maneira, que se vissem que lhe estavam fudendo, mas não quem.

Na hora pensou, até hoje fomos bons,  agora vão ver a parte negra de nossa personalidade.

Com a droga, eles ficaram loucos, o que era o capitão, pedia que todos o fudessem, que ele gostava disso de levar no cu.  Gritava de prazer.   Quando foi perguntado, porque tinham feito maldade com seu irmão, respondeu, que ele não passava de um mexicano, que tinha aprendido com seu pai, que eram uma sub-raça, como o outro se atrevia a querer ser melhor do que eles que eram brancos, ricos, que devia morrer por isso.

Em seguida, foram levados para um hospital, aonde foram jogados na calçada, sem documentos, sem nada, nus,  um desses de subúrbio que os médicos estão vendo merdas todos os dias.  Os levaram a emergência.

Ao mesmo tempo ele subia os vídeos na internet, para que escutassem as confissões, bem como sendo fudidos, as cena que o capitão da equipe, pedia sempre mais, um lhe colocava o pau na boca, ele chupava com gosto, pedia sempre mais.

Claro finalmente a polícia tomou conta do caso, foram até o hospital, lá estava ele com a família, em volta do irmão em coma.    Lhe pediram o celular.   Não tinha nada, tinha usado um de pré-pago, fornecido pelo traficante.

O mesmo tinha sido destroçado bem como qualquer vestígio que o pudesse ligar a qualquer coisa.

Como sempre estavam os três no quarto, as enfermeiras disseram que ele sempre tinha estado ali.

Quando a polícia foi embora, ele disse ao ouvido do irmão, nossa vingança foi consumada.  Agora vamos exigir da universidade uma fortuna por ter tentado acobertar tudo isso.  Arrumou imediatamente um advogado, as provas estavam no ar, um dos criminalista da cidade aceitou o caso, acusavam a Universidade de acobertar tudo, bem como proteger os alunos criminosos.

Esses quando foram finalmente encontrados, pois uma das enfermeiras viu o vídeo, chamou a polícia.  Eles tomaram alguma droga, que não aparece nos exames de drogas, não conseguimos encontrar nada.  Mas estão ainda em estado de alucinação, tudo que encontramos, é que os três tem uma picada na base da coluna.  Algo foi administrado via venosa.   Mas não sabemos o que.

Quando Marco saiu do estado de coma, foi melhorando, lhe contou o que tinha feito, que estava movendo uma ação contra a Universidade por não ter feito nada, ter escondido o assunto embaixo do tapete.   Agora o assunto é nacional, esses filhos da puta, estão fudidos, todo mundo sabe, saiu nos jornais, o caso está no tribunal, nem precisamos mover um dedo.  Quanto queres pedir por tudo isso?

A resposta do Marco o surpreendeu, pensou que ia negar pedir dinheiro.   Quanto precisamos para terminar na melhor universidade do pais, pagando,  uma pós graduação, tudo incluído para os dois. Esse é o valor exato.

Falaram com o advogado, esse disse que tinham tentado tirar o vídeo do ar, quanto mais tentavam mais se divulgava.  Os três rapazes continuam internado.  Terão que ir a julgamento, embora no vídeo estão soltos, inclusive o capitão esta sentado em cima de um negro, ao qual não se vê a cara, ou seja, eles fizeram porque quiseram, o argumento que foram coagidos não funciona.   Alegam que alguém injetou alguma droga, mas a policia descobriu que são clientes de um traficante de drogas da cidade, clientes regulares, algumas vezes inclusive pagam em cartão de crédito.    Nesse dia tinham comprado uma quantidade grande de pastilhas que liberam o libido, isso estava no sangue deles.

O pior é que o juiz é amigo do pai do capitão, inclusive desses de jogarem golfe juntos, toda semana, o fiscal também é amigo, ai está o problema.  

Não podemos fazer nada, todos os sábados, se reúnem num clube para almoçar.   Neste sábado agora, inclusive podem tramar como vão fazer.

Teria que descobrir qual o clube, falou de novo com o traficante, esse disse que devia muito ao seu tio.   

Preciso estar na cozinha na hora que forem servidos o pedido desses três homens.

Sem problema nenhum, uma das minhas empresas fornece coisas para o restaurante.

Estavam os três confabulando quando ele passou por perto, anotou o pedido dos três, mal levantaram a cabeça, como dizendo quem é esse merda que ousa interromper nossa conversa, sequer o olharam na cara, um outro serviu a bebida, cada uma continha uma micro gota do produto dele.

O escândalo foi monumental,  primeiro tiraram a jaqueta que usavam, depois os tênis, depois as calças, as camisas, cuecas, ficaram inteiramente nus, quando foram chamados a ordem, subiram em cima da mesa, falando mal de todos que estavam ali, nos somos a raça pura de América, fulano tem negros na família, assim foram falando de todos que estavam ali, claro sendo filmados ao mesmo tempo por todos os celulares dos presentes, ao mesmo tempo subidos na internet, inclusive quando a policia chegou, o juiz agrediu um policial negro.  Gritando que odiava os negros, por isso os condenava sempre, o fiscal balançava o pau na direção de todas as mulheres, todas as mulheres são putas, o pai do capitão, gritava a plenos pulmões que ele como o filho gostava muito de um caralho grande, tentava pegar o do fiscal.

No final do dia, o advogado apareceu no hospital,  não sei o que aconteceu, a polícia está fudida, os três, ingeriram cocaína, creio que através da comida, por isso ficaram desse jeito, o juiz é conhecido, por condenar qualquer um que tenha qualquer coisa de drogas,  prejudica todo mundo.  Contou para a policia todos os subornos que recebeu para prender pessoas, o mesmo fez o fiscal, ao escutar o outro falando, um queria contar mais coisas que o outro, o empresário, contava como subornava todo mundo do governo.

Pior já está nos telejornais, de qualquer maneira, o caso será julgado por uma juíza negra, muito séria.   Inclusive sua filha estuda na universidade.

Vamos ver como nos saímos.  Quanto vocês querem pedir, estivemos conversando sobre o assunto, queremos dinheiro que nos sirvam para estudar na melhor universidade do pais, bem como pós graduação,  que paguem os seus direitos de advogado.

O julgamento não durou nem dois dias, o advogado dos três, aconselhou que se reconhecessem culpados,  para aliviar a pena.  Mas se deram mal, pois isso os condenava ao presidio, a juíza ficou de dizer por quanto tempo.  Quanto a Universidade, concordou em pagar o que pediam sem dizer nem um pio, mas o advogado que tinha inflado o valor que eles tinham pedido, pensando que teria que negociar para chegar ao acordo, ficou rindo, era muito dinheiro.

Ao mesmo tempo que o reitor, perdia seu cargo, bem como o juiz, o fiscal, o empresário viu de uma hora para a outra, fecharem as portas da sociedade para ele e sua família.  Além do pedido de divórcio de sua mulher.

Isso diziam os irmãos, para nunca mais ninguém fazer qualquer sacanagem com um Morales.

Ricky de qualquer maneira destruiu todo seus estudos do produto, por saber agora que se caísse em mãos de quem não devia seria uma catástrofe.

Com o dinheiro, como sobrava, compraram uma oficina para o pai, que adorava sua profissão, assim poderia trabalhar mais à vontade.

Os dois, sabiam que o ano na universidade estava perdido, resolveram fazer uma viagem para tentar esquecer do que tinha acontecido.

Na verdade, não foram longe, alugaram um rancho, perto do deserto, enquanto Ricky pesquisava sobre as plantas da região, ele se preparava para já chegar preparado a universidade.   Iriam agora os dois a mesma, mas na França, ao mesmo tempo estudavam francês para se saírem bem.

A Sorbonne os recebeu de braços abertos, visto os dois estarem preparados no que queriam.

Os pais vinham sempre visita-los, cobravam dos dois que se casassem, queriam netos.  Mas isso nem passava pela cabeça deles.

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